Conheça o duo “punk experimental”, Girl Pusher, de Los Angeles

Gabby Guiliano e Jarrod Hine se conheceram através de amigos em comum no Tumblr, por volta de 2012. Os dois se encontraram em carne e osso quando Hine estava a caminho para um show do Odd Future em San Francisco. Embora Gabby tenha optado por não ir ao show por ter escola no dia seguinte, eles sentaram para comer panquecas com gotas de chocolate em um Denny’s local. Desde então, os dois não se desgrudaram mais. “Acho que Jarrod é meu amigo mais duradouro”, diz Guiliano. Nasceu assim a amizade e parceria que culminaria no duo Girl Pusher, de Los Angeles.

A história da banda começou na véspera de Ano Novo em 2015, logo após um episódio traumático e horrível que deixou Gabby triste e com raiva. Sem vontade de sair de casa, ela fechou o ano expressando sua raiva através da música. Pediu a Hine para enviar algumas batidas, juntou as letras sobre a experiência traumática e suas próprias dúvidas e medos, e passou a noite gravando os vocais. Pronto! lançaram seu EP de estréia, “JAN.1 EP”, no dia seguinte. O que quer que estivesse se formando dentro dela, explodiu em canções como “A Lot of Boys Like Me Though” (do EP Don’t Die de 2016), um intenso turbilhão de letras de confrontos internos que vieram à tona.

“Quando algo (traumático) acontece, você questiona toda a sua existência”, diz. “É quase como uma experiência fora do corpo, porque você não se sente mais como você mesmo. Você encontra qualquer razão para se odiar, mesmo que não seja válido, e então eu grito (na música), ‘Eu sou tão gorda / eu sou tão feia… eu sou medonha / eu me escondo”. diz em uma das letras.

 

Os dois concordam que a criação e eventual ascensão do Girl Pusher foi acidental. Gabby nunca teve o desejo de ter uma banda. Nascida e criada em Bakersfield, Califórnia, ela se formou no Estado de Bakersfield em língua inglesa e literatura. A única alusão ao seu envolvimento futuro em qualquer tipo de banda era o fascínio por música barulhenta.
“Eu sempre escutei muito barulho. Eu tenho sido essa vadia ”, diz.

Hine, por outro lado, tinha uma vontade de se juntar a uma banda desde o ensino médio só pela oportunidade de tocar bateria, sua paixão desde os 13 anos quando ganhou uma de seu pai, mas vizinhos problemáticos impediram que ele tocasse por incomodar demais. A seca acabou depois de ganhar uma bateria eletrônica.

O som do Girl Pusher é sombrio, punk, experimental, as vezes soa como EBM ou electro. “No show você tem a Gabby quebrando a cabeça com o microfone, o sangue escorrendo pela maquiagem do palhaço até o chão, Brooke Candy cantando com os seios de fora, adolescentes bebendo bebidas alcoólicas em garrafas de refrigerante ”, conta Jarrod.

Apesar da negatividade e dor, uma esperança brilha na música de Girl Pusher. O que é catártico para Giuliano e Hine tem o mesmo efeito poderoso em seu público. O que pode soar como antipatia a alguns, parece um grito de guerra para os outros. “às vezes eles estão chorando, outras vezes eles oferecem um abraço. Soa um pouco como terapia de grupo. É realmente brega, mas sim, estamos em um lugar escuro e essa é a nossa catarse”, diz Giuliano.

Girl Pusher está trabalhando em um novo EP que eles planejam lançar na primavera americana sem nenhuma promoção, sem pré-lançamento e sem exageros.

 

Olho neles!

 

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funkytown

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